terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CARNAVAL: 2012: ANONIMOS

Máscara inspirada em personagem histórico inglês é adotada por manifestantes
A sinistra máscara usada por um personagem de quadrinhos inspirado no revolucionário inglês Guy Fawkes e popularizada pelo filme V de Vingança tornou-se um símbolo dos protestos contra a ganância corporativa realizados em todo o mundo.
De Nova York a Londres, passando por Sydney, Colônia e Budapeste, as manifestações têm em comum, além da temática, o estranho adereço, que inclui um bigode e uma barba pontuda.
Guy Fawkes e outros revolucionários católicos foram condenados à morte após uma tentativa fracassada de explodir as Casas do Parlamento e tomar o poder na Inglaterra, no século 17.
O aniversário do golpe fracassado, no dia 5 de novembro de 1605, é comemorado na Inglaterra com festas e fogueiras.
Ídolo Anarquista
Quatro séculos mais tarde, o autor de quadrinhos Alan Moore se inspirou na história do revolucionário Guy Fawkes para criar o personagem V, um enigmático anarquista que, tendo Fawkes como ídolo, luta para derrubar do poder um partido fascista fictício que assumiu o controle da Grã-Bretanha.
No começo do livro, V leva a cabo o plano original de Fawkes e explode as Casas do Parlamento.
O desenhista David Lloyd, responsável pelas ilustrações, criou a imagem original da máscara, popularizada em 2006 pelo filme V de Vingança, da produtora de cinema Warner.
Distribuídas como brinde no lançamento do filme, as máscaras tinham sido usadas, em 2008, pelo grupo de hackers militantes Anonymous durante um protesto contra a Igreja da Cientologia.
Desde então, foram incorporadas pelos manifestantes em protestos anticapitalistas.
O fundador do site de denúncias WikiLeaks, Julian Assange, chegou ao protesto Occupy London Stock Exchange (em tradução livre, Ocupemos a Bolsa de Londres), há duas semanas, usando uma das máscaras.
Assange, que foi à manifestação para fazer um discurso, tirou a máscara antes de falar - segundo relatos, a pedido da polícia.
Falando à BBC, o desenhista Lloyd vê uma relação entre sua máscara e a famosa foto do revolucionário argentino Che Guevara feita pelo fotógrafo Alberto Korda.
Vendas das marcas geram dinheiro para a MGM
Para ele, tanto a foto como a máscara viraram moda, um símbolo entre jovens de todo o mundo.
"A máscara de Guy Fawkes tornou-se uma marca, um cartaz conveniente para ser usado em protestos contra a tirania", disse Lloyd.
"Fico feliz com seu uso pelas pessoas, parece uma coisa única, um símbolo da cultura popular sendo usado dessa forma".
Anonimidade Coletiva
Curioso, o desenhista visitou a manifestação Occupy Wall Street (Ocupemos Wall Street) em Nova York para ver as pessoas usando sua máscara.
Lloyd explicou que quando ele e o escritor Moore criaram o personagem V, imaginavam uma guerrilha urbana lutando contra uma ditadura fascista mas queriam adicionar um pouco de teatralidade à história.
"Sabíamos que V seria um homem que havia escapado de um campo de concentração onde tinha sido submetido a experimentos médicos", disse.
"Mas tive a ideia de que, em sua loucura, ele decidia adotar a personalidade e a missão de Guy Fawkes - nosso grande revolucionário histórico".
O filme baseado no livro leva a ideia da guerrilha urbana mais adiante, e termina com a imagem de uma multidão de londrinos vestindo a máscara de Guy Fawkes, sem armas, marchando em direção ao Parlamento.
Esta imagem de identificação coletiva e de anonimidade simultânea estaria exercendo um apelo sobre grupos como o Anonymous, entre outros.
As máscaras, manufaturadas pelos estúdios Warner para promover o filme, são vendidas hoje para todo tipo de gente, de militantes a pessoas em busca de algo para vestir em uma festa a fantasia.
Um fenômeno interessante é que o adereço está sendo vendido em países onde o personagem histórico Guy Fawkes não é conhecido.
He-Man e Guerra nas Estrelas
O blogueiro Paul Staines, que escreve sob o pseudônimo de Guido Fawkes, disse achar irônico que militantes anticapitalismo e anticorporativismo usem um adereço identificado com a gigante do cinema Warner Bros - que está entre as cem maiores companhias americanas, com lucros, no ano passado, de mais de US$ 2,5 bilhões.
Uma integrante do grupo Anonymous que protestava acampada à sombra da catedral St Paul, em Londres, disse à BBC que ela e outros militantes estavam usando a máscara não apenas para proteger sua identidade.
Assange chegou a protesto em Londres usando uma das máscaras
"É uma coisa visual, que nos separa dos hippies e dos socialistas e nos dá identidade própria. Queremos ultrapassar o governo e começar do zero".
O especialista em quadrinhos Rich Johnston acha que a máscara tem conotações violentas.
"Não é um símbolo de resistência passiva, mas de terrorismo ativo. Ela está associada com a ideia de se derrubar um governo e um país. Isso pode ser muito assustador e alienante para algumas pessoas".
Por outro lado, a ideia da máscara V sendo apropriada como um símbolo político lhe parece ingênua.

Máscara do filme ‘V de Vingança’ tornou-se um ícone global
Passou de assinatura de um poderoso grupo de hackers a um símbolo do descontentamento mundial.
Uma máscara pálida e zombeteira vem se tornando o símbolo de manifestantes em todo o mundo. E a tal ponto que hoje compete com a mítica imagem de Che Guevara, captadas por Alberto Diaz ‘Korda’, ao menos entre os jovens.
Anonymous, o maior e mais temido grupo de hackers, a converteu em um ícone internacional ao usá-la como uma assinatura de ataques cibernéticos sem precedentes contra governos e grandes corporações. Mas faz um tempo que este símbolo deu um salto do mundo cibernético às ruas. Por isso, hoje ele é visto também em movimentos por uma melhor educação no Chile; as reivindicações dos 'indignados' na Espanha, os protestos de dissidentes na China ou nas marchas contra a cientologia na Inglaterra, para citar apenas alguns exemplos.
A máscara, tal e como a conhecemos, veio do filme V de Vingança (2006), que é baseado na novela gráfica de Alan Moore, ‘A Conspiração da Pólvora’. Trata-se de uma história inspirada em Guy Fawkes, um católico inglês que orquestrou no início do século XVII um complô para matar o rei James I e a sua corte protestante de uma só vez. Seu plano era explodir o Palácio de Westminster, em novembro de 1605, durante a sessão de abertura do parlamento. Coisa que não conseguiu.
O filme, ambientado no futuro, conta a história de um homem misterioso, uma espécie de justiceiro solitário que, por trás de uma máscara, realiza atentados para combater um governo ditatorial, ultraconservador e fascista que controla a Inglaterra. Algo que recorda os regimes que George Orwell e Aldous Huxley descreveram em seus livros 1984 e Admirável Mundo Novo.
Mas como terminou essa máscara, um híbrido de história e ficção, tornando-se símbolo de rebeldia e inconformismo a nível global?
Para o analista simbólico e pesquisador Rodrigo Argüello, exceto de que a máscara é um elemento esteticamente atraente, tem várias mensagens implícitas muito fortes: a mensagem libertária, um anonimato que representa milhões e a possibilidade de que esses milhões possam identificar-se, unirem-se e expressarem-se através de um símbolo poderoso que, também, os protege.
“Há um fim, que é a transformação dos indivíduos isolados em coletividade, livrando-se da severidade, do jugo, do tédio da vida cotidiana ou para rebelar-se ao imposto, ao dogma e aos fundamentalismos”, diz o especialista, que recorda que Nietzsche costumava dizer que “o profundo ama a máscara”.
No entanto, ele salienta que “não devemos esquecer que antes destes movimentos de protesto que hoje vemos uma grande quantidade da máscara, o filme V de Vingança já havia se tornado uma referência para os jovens, pois não é qualquer filme: tem uma mensagem política muito poderosa”.
“O preocupante, acrescenta, é que isso poderia abrir caminho para uma espécie de ‘anarquismo’ ou ainda, de ‘terror anônimo’, de inspiração gótica, que na literatura e no cinema é bom, mas que na realidade pode ser uma área mais complexa”.
O sociólogo e pesquisador em questões de cultura juvenil, Fernando Quintero, opina que isso se tornou “uma espécie de manifesto contemporâneo de uma nova ação política”.
“É uma forma de expressão política que se misturam as diferentes causas: desde o ambientalismo ao anti-consumismo. Uma idéia de protesto, de rejeição, predominantemente antissistema, e onde a força não vem de uma identidade clara, nem de uma cabeça ou um líder, mas da unidade de uma grande multidão anônima”.
Alfredo Molano, colunista e estudioso de processos sociais, diz que o que a máscara faz é “unir milhares em um propósito sem permitir identificar as pessoas que estão por trás desse propósito”. E explica que esta necessidade de “anonimato” está fortemente influenciada pelo medo às “acusações, à exclusão ou à repressão dentro de um sistema que se percebe muito parecido com a idéia orwelliana do “grande irmão”, ou seja, desse Estado todo-poderoso que tudo vê e observa: por meio de cartão de crédito, de telefone, twitter, e-mail, etc.”.
E conclui: “É a reação de uma população que se sente agredida pelo desemprego, pelo consumo agressivo e falta de oportunidades, em um mundo que os ignora como pessoas e apenas os vê como números, como compradores, e como potenciais consumidores”.
Um tremendo negócio
O maior paradoxo desta história é que este símbolo moderno do inconformismo se tornou um enorme negócio, especialmente para a companhia cinematográfica Warner Bros. que, depois de haver produzido o filme, possui os direitos do ícone de bigode fino e bochechas rosadas .
O próprio Beige confessou que a princípio pensou que as pessoas realmente gostavam muito do filme. Opinião que mudou quando começou a ver imagens de manifestantes com a máscara em todo o mundo.

Anonymous Guy Fawkes
V for Vendetta :V de Vingança
Estados Unidos / Reino Unido 2006
• cor
• 132 min
•Produção/Direção :James McTeigue
RoteiroAndy e Larry Wachowski
Elenco original:Natalie Portman Hugo Weaving Stephen Rea Stephen Fry John Hurt Natasha Wightman
Género:ação / drama / suspense / anarquismo
Idioma original:inglês

V for Vendetta (V de Vingança, no Brasil e em Portugal) é um filme de suspense distópico de 2006, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelos irmãos Wachowski, que também escreveram o roteiro. É uma adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome de Alan e David Lloyd. Situado em Londres, em uma sociedade distópica de um futuro próximo, Natalie Portman estrela como Evey, uma garota da classe trabalhadora que deve determinar se o seu herói se tornou a grande ameaça a que está lutando contra. Hugo Weaving interpreta V, um carismático defensor da liberdade disposto a se vingar daqueles que o desfiguraram. Stephen Rea vive um detetive que inicia uma busca desesperada para capturar V antes que ele inicie uma revolução.
O filme foi originalmente programado para ser lançado pela Warner Bros em 4 de novembro de 2005 (um dia antes do 400º aniversário da Noite de Guy Fawkes), mas foi adiado, e estreou em 17 de março de 2006. As críticas foram positivas e os ganhos de bilheteria mundial alcançaram mais de US$ 132 milhões, mas Alan Moore, depois de ter ficado desapontado com as adaptações cinematográficas de duas de suas outras novelas gráficas, Do Inferno e A Liga Extraordinária, recusou-se a ver o filme e, posteriormente, distanciou-se dele. Os cineastas removeram muitos dos temas anarquistas e as referências a drogas que estavam na história original e também alteraram a mensagem política para o que eles acreditavam que seria mais relevante para um público de 2006.
O filme foi visto por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. Libertários usaram isso como uma afirmação conservadora contra a intervenção governamental na vida dos cidadãos. Anarquistas usaram esse filme para propagar a teoria política do anarquismo.
Sinopse
Após uma guerra civil devastar os Estados Unidos da América, o Chanceler Adam Sutler (John Hurt) impõe um governo autoritário sobre o Reino Unido, através do partido conhecido como "Fogo Nórdico".
Em Londres, uma jovem funcionária de uma estação de TV chamada Evey Hammond (Natalie Portman) é atacada por três integrantes da polícia secreta conhecidos como "Os Homens-Dedo", que planejam estuprá-la. Ela é salva por V (Hugo Weaving), um enigmático anarquista que usa uma máscara de Guy Fawkes, um famoso conspirador inglês. V destrói um importante prédio, o Old Bailey, atraindo a atenção do governo, que envia o problemático Inspetor da Polícia Eric Finch (Stephen Rea) para capturá-lo.
No dia seguinte, V invade a estação de TV onde Evey trabalha e transmite uma mensagem para os cidadãos de Londres, convocando todos aqueles insatisfeitos com o governo a se apresentarem em frente ao parlamento no dia 5 de Novembro do ano seguinte e lutar pela liberdade. Na saída, sua vida é salva por Evey e, em agradecimento, V leva-a para sua base subterrânea, a Galeria das Sombras.
Investigando a vida de Evey, Finch descobre que os pais dela foram mortos pelos Homens-Dedo por questionarem o Fogo Nórdico e que o irmão dela morreu durante um atentado terrorista a uma escola, onde uma arma biológica foi liberada e matou milhares de crianças. Paralelamente, Evey acaba sendo envolvida na morte de dois indíviduos, estes mortos por V: o jornalista Lewis Prothero, também conhecido como "A voz de Londres" (Roger Allam), e a cientista Delia Surridge (Sinéad Cusack. Perturbada pelos acontecimentos, Evey oferece ajuda à V, na verdade, na tentativa de fugir para viver com seu chefe Gordon Dietrich (Stephen Fry). O Bispo Anthony Lilliman (John Standing) é morto por V e Evey aproveita para fugir.
Finch descobre que os três (Prothero, Surridge e Lilliman) trabalharam em Larkhill, uma instituição militar onde todas as pessoas consideradas "subversivas" (homossexuais, negros, judeus e etc.) foram enviadas, torturadas e usadas como cobaias para desenvolver a arma biológica que causou a morte do irmão de Evey e que foi, na verdade, ativada por Sutler para deixar o povo em pânico e usar a retórica para convencê-los a aceitar o Fogo Nórdico. V, Finch descobre, era uma das pessoas e tirou seu nome da cela onde foi colocado, a de número 5 ("V", em números romanos). Ele foi usado como cobaia em um experimento que lhe deu superforça, grande resistência e incrível agilidade, que ele usou para destruir Larkhill e assumir a identidade de V em busca de liberdade.
Dietrich, chefe de Evey (com quem ela passou a conviver), é morto pelos Homens-Dedo após fazer comentários contra Sutler em rede nacional. Evey é capturada e torturada por meses pelo governo para revelar a localização de V, mas se recusa e, por fim, descobre que foi capturada pelo próprio V, que fez o que fez para ajudar Evey a se libertar do medo causado pela morte de sua família.
Ela, a princípio, fica horrorizada, mas depois, descobre-se grata, porém, decide ir embora para continuar sua vida, deixando V desolado. Paralelamente, V faz um acordo com Peter Creedy (Tim Pigott-Smith), o psicótico líder dos Homens-Dedo: V irá render-se, em troca, Creedy trará Sutler até ele.
Quando chega o dia 5, Evey e V reencontram-se, e V surpreende Evey com um presente: V mostra a ela um metrô cheio de explosivos que ele pretendia usar para destruir o Parlamento e libertar o povo, e deixa Evey tomar a decisão de destruir realmente o prédio ou não. V despede-se e vai para o confronto com os Homens-dedo e Sutler. Creedy cumpre o prometido e V se despede de Sutler, que fica com medo ao ver V à sua frente e é morto. Em seguida, V vira-se contra Creedy, que é morto pelo anarquista, assim como seus homens.
Mortalmente ferido, V encontra-se com Evey e acaba por morrer, porém, feliz pois seu objetivo seria cumprido. Evey, com a permissão de Finch, que havia descoberto tudo, coloca V no metrô e ativa os explosivos, destruindo o Parlamento e dando ao moribundo V um funeral nada comum. Com Sutler, Creedy e seus homens mortos e o Parlamento destruído, o povo está livre.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FALTAS JUSTIFICADAS

REGULAMENTO INTERNO
Artigo 76.º
Justificação de faltas
1. São consideradas justificadas as faltas dadas pelos seguintes motivos:
a) Doença do aluno, devendo esta ser declarada por médico se determinar impedimento superior a cinco dias úteis;
b) Isolamento profiláctico, determinado por doença infecto-contagiosa de pessoa que coabite com o aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente;
c) Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por falecimento de familiar, previsto no regime do contrato de trabalho dos trabalhadores que exercem funções públicas; (Alínea c) do ponto 1 do artº 19º do Estatuto do Aluno)
d) Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior;
e) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa efectuar -se fora do período das actividades lectivas;
f) Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que, comprovadamente, tal assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa;
g) Comparência a consultas pré-natais, período de parto e amamentação, tal como definido na Lei n.º 90/2001, de 20 de Agosto; (Alínea g) do ponto 1 do artº 19º do Estatuto do Aluno)
h) Acto decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não possa efectuar -se fora do período das actividades lectivas e corresponda a uma prática comummente reconhecida como própria dessa religião;
i) Preparação ou participação em competições desportivas de alunos integrados no subsistema do alto rendimento, nos termos da legislação em vigor, bem como daqueles que sejam designados para integrar selecções ou outras representações nacionais, nos períodos de preparação e participação competitiva, ou, ainda, a participação dos demais alunos em 39
actividades desportivas e culturais quando esta seja considerada relevante pelas respectivas autoridades escolares; (Alínea i) do ponto 1 do artº 19º do Estatuto do Aluno)
j) Participação em actividades associativas, nos termos da lei;
k) Cumprimento de obrigações legais;
l) Outro facto impeditivo da presença na escola, desde que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno ou seja, justificadamente, considerado atendível pelo director de turma ou pelo professor titular de turma.
2. O pedido de justificação das faltas é apresentado por escrito pelos pais ou encarregado de educação ou, quando o aluno for maior de idade, pelo próprio, ao director de turma ou ao professor titular da turma, com indicação do dia, hora e da actividade em que a falta ocorreu, referenciando-se os motivos justificativos da mesma na caderneta escolar, tratando-se de aluno do ensino básico, ou em impresso próprio, tratando -se de aluno do ensino secundário.
3. O director de turma ou o professor titular da turma pode solicitar aos pais ou encarregado de educação, ou ao aluno, quando maior, os comprovativos adicionais que entenda necessários à justificação da falta, devendo, igualmente, qualquer entidade que para esse efeito for contactada, contribuir para o correcto apuramento dos factos. (Ponto 3 do artº 19º do Estatuto do Aluno)
4. A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível, ou, nos restantes casos, até ao 3.º dia útil subsequente à verificação da mesma.

FALTAS INJUSTIFICADAS: ULTRAPASSAGEM DO LIMITE

REGULAMENTO INTERNO
Artigo 78º
Efeito da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas
1. Para os alunos que frequentam o 1.º ciclo do ensino básico, a violação do limite de faltas injustificadas previsto no n.º 1 do artigo anterior obriga ao cumprimento de um plano individual de trabalho que incidirá sobre todo o programa curricular do nível que frequenta e que permita recuperar o atraso das aprendizagens. (Ponto 1 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
2. Para os alunos que frequentam o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e o ensino secundário, a violação do limite de faltas injustificadas previsto no n.º 2 do artigo anterior obriga ao cumprimento de um plano individual de trabalho, que incidirá sobre a disciplina ou disciplinas em que ultrapassou o referido limite de faltas e que permita recuperar o atraso das aprendizagens. (Ponto 2 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
3. O recurso ao plano individual de trabalho previsto nos números anteriores apenas pode ocorrer uma única vez no decurso de cada ano lectivo. (Ponto 3 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
4. O cumprimento do plano individual de trabalho por parte do aluno realiza -se em período suplementar ao horário lectivo, competindo ao Conselho Pedagógico definir os termos da sua realização. (Ponto 4 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
5. O previsto no número anterior não isenta o aluno da obrigação de cumprir o horário lectivo da turma em que se encontra inserido. (Ponto 5 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
6. O plano individual de trabalho deve ser objecto de avaliação, nos termos a definir pelo Conselho Pedagógico da escola ou agrupamento de escolas. (Ponto 6 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
7. Sempre que cesse o incumprimento do dever de assiduidade por parte do aluno, o conselho de turma de avaliação do final do ano lectivo pronunciar-se -á, em definitivo, sobre o efeito da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas verificado.
(Ponto 7 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
8. Após o estabelecimento do plano individual de trabalho, a manutenção da situação do incumprimento do dever de assiduidade, por parte do aluno, determina que o director da escola, na iminência de abandono escolar, possa propor a frequência de um percurso curricular alternativo no interior da escola ou agrupamento de escolas. (Ponto 8 do artº 22º do Estatuto do Aluno)
9. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade determina a retenção no ano de escolaridade que o aluno frequenta. (Ponto 9 do artº 22º do Estatuto do Aluno)

FALTAS INJUSTIFICADAS

REGULAMENTO INTERNO
Artigo 76.º-A
Faltas injustificadas
1. As faltas são injustificadas quando:
a) Não tenha sido apresentada justificação, nos termos previstos no nº 4 do artº 76º;
b) A justificação tenha sido apresentada fora do prazo;
c) A justificação não tenha sido aceite;
d) A marcação da falta resulte da aplicação da ordem de saída da sala de aula ou de medida disciplinar sancionatória.
(Ponto 1 do artº 20º do Estatuto do Aluno)
2. Na situação prevista na alínea c) do número anterior, a não-aceitação da justificação apresentada deve ser devidamente fundamentada. (Ponto 2 do artº 20º do Estatuto do Aluno)
3. As faltas injustificadas são comunicadas aos pais ou encarregados de educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo director de turma ou pelo professor titular de turma, no prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito. (Ponto 3 do artº 20º do Estatuto do Aluno)

Artigo 77.º
Excesso grave de faltas
1. No 1.º ciclo do ensino básico o aluno não pode dar mais de 10 faltas injustificadas. (Ponto 1 do artº 21º do Estatuto do Aluno)
2. Nos restantes ciclos ou níveis de ensino, as faltas injustificadas não podem exceder o dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina. (Ponto 2 do artº 21º do Estatuto do Aluno)
3. Quando for atingido metade do limite de faltas injustificadas, os pais ou encarregados de educação ou, quando maior de idade, o aluno, são convocados, pelo meio mais expedito, pelo director de turma ou pelo professor titular de turma. (Ponto 3 do artº 21º do Estatuto do Aluno)
4. A notificação referida no número anterior deve alertar para as consequências da violação do limite de faltas injustificadas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efectivo do dever de assiduidade. (Ponto 4 do artº 21º do Estatuto do Aluno)
5. Caso se revele impraticável o referido no número anterior, por motivos não imputáveis à escola, e sempre que a gravidade especial da situação o justifique, a respectiva comissão de protecção de crianças e jovens deve ser informada do excesso de faltas do aluno, assim como dos procedimentos e diligências até então adoptados pela escola, procurando em conjunto soluções para ultrapassara sua falta de assiduidade. (Ponto 5 do artº 21º do Estatuto do Aluno)
6. Para efeitos do disposto nos nºs 1 e 2, são também contabilizadas como faltas injustificadas as decorrentes da aplicação da medida correctiva de ordem de saída da sala de aula, nos termos da alínea b) do artigo 83º, bem como as ausências decorrentes da aplicação da medida disciplinar sancionatória de suspensão prevista nas alíneas b) e c) do ponto 2. do artigo 84.º. (Ponto 6 do artº 21º do Estatuto do Aluno)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ORGÃOS DAS NAÇÕES UNIDAS

Órgãos das Nações Unidas de Controlo da Aplicação dos Tratados em Matéria de Direitos Humanos: Ligações
1. Nações Unidas em geral
Nações Unidas
Página oficial da Organização das Nações Unidas com informação relativa à Organização e secções sobre a respectiva actividade nos domínios da Paz e Segurança, Desenvolvimento Económico e Social, Direitos Humanos, Assuntos Humanitários e Direito Internacional. Em inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo.http://www.un.org
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (página oficial)
Contém um rico acervo de informação sobre a actividade das Nações Unidas no domínio dos direitos humanos, explicação detalhada da respectiva estrutura institucional, instrumentos de direitos humanos, programas de actividades (da Organização, Estados Membros e sociedade civil) e sub-secções sobre tópicos diversos.
A partir desta página, pode ter-se acesso a bases de dados com documentos provenientes dos órgãos das Nações Unidas instituídos em virtude da Carta, órgãos de controlo da aplicação dos instrumentos de direitos humanos e serviços de imprensa, bem como a base de dados sobre a educação em matéria de direitos humanos. Na News Room, actualizada diariamente, pode acompanhar-se a actividade das Nações Unidas neste domínio.Em inglês, francês e espanholhttp://www.unhchr.ch/hchr_un.htm
United Nations Treaty Series
Acesso (sujeito a subscrição) à colecção de tratados das Nações Unidas, contendo o texto de todos os instrumentos da colecção e o estado de todos os tratados multilaterais depositados junto do Secretário-Geral. Em inglês e francêshttp://untreaty.un.org
United Nations Official Documents
Acesso (sujeito a subscrição) a todos os documentos oficiais provenientes da Organização das Nações Unidas. Contém todas as resoluções adoptadas desde 1945 e todos os documentos emitidos a partir de 1997, bem como os jornais diários da Organização e anúncios relativos a concursos de pessoal. A mesma informação pode ser consultada no seguinte endereçoEm inglês e francês.http://www.ods.un.org
Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal
Página oficial do Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal, com informação sobre a Organização e o Centro, instrumentos de direitos humanos em português e informação sobre outros Centros similares espalhados pelo mundo.Em português.http://www.onuportugal.pt
2. Agências especializadas
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
Página oficial da UNICEF com múltipla informação sobre os direitos da criança, instrumentos internacionais relevantes, publicações e actividades da organização.Em inglês e francês.http://www.unicef.org
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Página oficial da OIT, com informação sobre a estrutura e actividades da organização e base de dados com texto integral de todos os instrumentos adoptados pela Conferência Internacional do Trabalho e estado da respectiva ratificação.Em inglês, francês e espanhol.http://www.ilo.org
Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)
Página oficial da UNESCO, com informação sobre os programas e actividades da Organização, e instrumentos jurídicos relevantes no âmbito da educação, ciência e cultura, incluindo a educação em matéria de direitos humanos.Em inglês, francês, espanhol, chinês, russo e árabe.http://www.unesco.org
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO)
Página oficial da FAO, com informação detalhada sobre a organização, suas actividades, programas, documentos e publicações. Em inglês, francês, chinês e árabe.http://www.fao.org
Fundo das Nações Unidas para as Populações (UNPF)
Página oficial do Fundo, com informação e bases de dados sobre a situação demográfica a nível mundial.Em inglês. http://www.unfpa.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
Página oficial do PNUD, com informação sobre o estado da pobreza e dos pobres do mundo, sub-secções específicas (governação democrática, políticas em prol dos pobres, prevenção e recuperação de crises, tecnologia de informação e comunicação, HIV/SIDA e relatórios sobre o desenvolvimento humano), publicações e actividades do Fundo.Em inglês. http://www.unfpa.org
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)
Página oficial do ACNUR, com informação sobre as suas actividades e programas, situação dos refugiados no mundo, publicações e instrumentos jurídicos aplicáveis nesse domínio.Em português, inglês, francês, alemão, chinês, japonês, coreano e polaco.http://www.unhcr.ch
WomenWatch
Portal das Nações Unidas sobre o Progresso e a Capacitação das Mulheres, contendo um vasto acervo de informação sobre a questão dos direitos das mulheres, eventos realizados para a respectiva promoção e protecção, instrumentos jurídicos aplicáveis e informação sobre os organismos do sistema das Nações Unidas que se ocupam de tal temática.Em inglês. http://www.un.org/womenwatch
3. Outros
Crianças em Conflitos Armados
Página oficial do Representante Especial do Secretário Geral para as Crianças em Conflitos Armados, contendo informação sobre as manifestações deste fenómeno em todo o mundo e actividades desenvolvidas pelo Representante Especial.http://www.un.org/special-rep/children-armed-conflict/

CONTATOS DE ASSOCIAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS

Entidades/Contactos úteis acerca dos Direitos Humanos
• Alto Comissariado para a Imigração e Minorias ÉtnicasAvenida Columbano Bordalo Pinheiro, 86 - 8º, 1070-065 LisboaTel.: +351 21 7210210 Fax.: +351 21 7271143 E-mail: acime@acime.gov.ptSite: http://www.acime.gov.pt/
• Amnistia Internacional - Secção PortuguesaRua Fialho Almeida, 13 -1ºD 1070-128 LisboaTel.: +351 21 3861652 Fax: +351 21 3861782E-mail: aisp@ip.ptSite: http://www.amnistia-internacional.pt/
• Associação Aldeias de Crianças SOS de PortugalRua José Dias Coelho, 40, R/c Dt 1300-039 LisboaTel.: +351 21 3616950 Fax: +351 213616959E-mail: soslisbon@clix.pt
• Associação de Professores para a Educação Intercultural (APEDI)Av. da Liberdade, 3 - 3º - 1250-139 LisboaTel.: +351 213425849 Fax: +351 213225047E-mail: aoedi@apedi.maipac.ptSite: http://www.malhatlantica.pt/apedi
• Associação para a Cooperação entre PovosRua Castilho, 61- 2ºDtº 1250-068 LisboaTel.: +351 213865278 Fax: +351 3863699E-mail: acepongd@mail.telepac.pt
• Associação Moinho da JuventudeTravessa do Outeiro, 1 Alto da Cova da Mora - Buraca, 2720-575 AmadoraTel.: +351 214971070 Fax: +351 214974027E-mail: tjuv0091@mail.telepac.ptSite: http://www.terravista.pt/ancora/1839
• Associação para a Promoção Cultural das CriançasRua dos Lugares de El-Rei, 21A - 1º Esq. 1700- 268 LisboaTel.: +351 218429730 Fax: +351 218429739E-mail: appcc.juventude@mail.telepac.ptSite: http://www.apcc-apcc.pt/
• Associação Portuguesa de Apoio à VítimaRua do Comércio, 56 - 5º - 1100-150 LisboaTel.: +351 218884732 Fax: +351 218876351E-mail: apav.sede@apav.ptSite: http://www.apav.pt/
• Associação Portuguesa dos Direitos do CidadãoRua Augusto Rosa, 66 - 2Dt 1100-059 LisboaTel.: +351 218883349 Fax: +351 218883349
• Associação Portuguesa dos Direitos do Cidadão Deficiente MentalAv. Da Liberdade, 134, 6ºEsq 4711-912 BragaTel.: 253272351 Fax: 253613705E-mail: artesgraficasstop@iam.com
• Aldeia GlobalAv. de Roma nº133, 3º Esq. - 1700-346 LisboaTel.: +351 217168382 Fax: +351 217168382E-mail: aldeiaglobal@hotmail.comSite: http://www.aldeiaglobal.org/
• AMI - Assistência Médica InternacionalRua José do Patrocínio, 49 Marvila 1900 LisboaTel.: +351 218371692 / 837 15 63 Fax: +351 218592362
• Centro de Informação das Nações UnidasRua Latino Coelho, Bloco A -1, 10º - 1050-132 LisboaTel.: +351 213190790 Fax: +351 213520559E-mail: biblioteca@onuportugal.ptSite: http://www.onuportugal.pt/
• Centro Norte Sul / Conselho da EuropaAvenida da Liberdade, 229 - 4º 1250-142 LisboaTel.: +351 213524954 Fax: +351 213531329E-mail: info@nscentre.org Site: http://www.nscentre.org/
• Centro Europeu Jean Monnet - Gabinete da Comissão Europeia em PortugalLargo Jean Monnet, 1 - 10 - 1200 LisboaTel.: +351 213509800 Fax: +351 213554397/ 3509801/2/3E-mail: burlis@cec.eu.intSite da União Europeia
• CEMRI - Centro de Estudos de Migrações e de Relações InterculturaisUniversidade AbertaRua Escola Politécnica, 147 1269-001 LisboaTel.: +351 213916300 Fax: +351 21395350Site: http://www.univ-ab-pt/
• Centro de Estudos para a Intervenção SocialAvenida António Augusto de Aguiar nº 199 2º Dt. 1050 LisboaTel.: 351 21 384 55 60 Fax: +351 21 386 72 25E-mail: cesis@mail.telepac.pt
• Cooperação Informação e DesenvolvimentoRua Pinheiro Chagas, n.º 77- 3º Esq. 1069-069 LisboaTel.: +351 213172860 Fax: +351 213172870E-mail: cidac@isoterica.ptSite: http://homepage.esoterica.pt/~cidac
• CIVITAS - Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos do CidadãoLargo de São Marçal, 77/ 9 - 1200-419 LisboaTel.: +351 213424528 Fax: +351 213475404E-mail: civitasnacional@mail.telepac.pt
• Comissão de Gestão das ONGAv. da República, 32 - 1º 1050-193 LisboaTel.: +351 217950183 Fax: +351 217950183E-mail: ong.dm@mail.telepac.ptSite: http://www.ongdm.org.pt/
• Comissão Nacional da UNESCOAvenida Infante Santo, 42 - 5º 1350 – LisboaTel.: +351 213969062 Fax: +351 213969064Site: http://www.cidadevirtual.pt/unesco.portugal/hoje.html
• Comissão para a Igualdade e para os Direitos das MulheresAvenida da República, 32 - 1º 1050 LisboaTel.: +351 217983000 Fax: +351 2179830098E-mail: cidm@mail.telepac.ptSite: http://www.cidm.pt/
• Comité Português para a UNICEFAvenida António Augusto de Aguiar, 56 - 3º Esq - 1050-017 LisboaTel.: +351 213547858/43 Fax: +351 213547913E-mail: mmgrilo@unicef.itm.ptSite: http://www.unicef.org/
• Conselho Português para os RefugiadosBairro do Armador - Zona M de Chelas, Lote 764 1900-846 LisboaTel.: +351 218375070/71 Fax: +351 218375072E-mail: cpr@mail.telepac.ptSite: http://www.cidadevirtual.pt/cpr/
• Conselho Português para a Paz e a CooperaçãoRua Rodrigo da Fonseca, nº56 - 2º 1250-193 LisboaTel.: +351 213863375 Fax: +351 213863221E-mail: conselhopaz@clix.pt
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOAvenida 24 de Julho, nº 140 1139-025 LisboaTel.: +351 21397718119 Fax: +351 213934695E-mail: deb@deb.min-edu.ptSite: http://www.deb.min-edu.pt/
• Gabinete de Documentação e Direito ComparadoRua Vale do Pereiro, nº 2 1269-113 LisboaTel.: +351 213820335 Fax: +351 213871360E-mail: mail@gddc.ptSite: http://www.gddc.pt/
• Gabinete de Informação do Parlamento EuropeuLargo Jean Monnet, 1-6º 1269-070 LisboaTel.: +351 213578031 Fax: +351 213540004E-mail: eplisboa@europarl.eu.intSite: http://www.europarl.eu.int/
• Instituto de Apoio à CriançaLargo da Memória, 14 1349-045 LisboaTel.: +351 213624755 Fax: +351 213624756E-mail: iacsede@telepac.ptSite: http://www.iacrianca.pt/
• Instituto de Defesa NacionalCalçada das Necessidades, nº5 1399-015 LisboaTel.: +351 213924600 Fax: +351 213924658E-mail: idn@mail.iden.pt
• Instituto de Estudos para o DesenvolvimentoRua de S. Domingos à Lapa, 11-3º 1200 LisboaTel.: +351 213909638Fax: +351 213951570E-mail: ied@mail.telepac.pt
• Instituto das Comunidades EducativasRua Nª Senhora da Arrábida, 3-5 R/c 2900 SetúbalTel.: +351 265573544 Fax: +351 265573688E-mail: instce@mail.telepac.pt
• Liga Portuguesa de Profilaxia SocialRua de Santa Catarina, 108, 1º 4000 PortoTel.: +351 222087936 Fax: +351 222087936E-mail: lppt@mail.telepac.ptSite: http://www.geocities.com/rainforest/4875
• Museu da República e ResistênciaRua Estrada de Benfica n.º 419 1500-078 LisboaTel.: +351 217712310 Fax: +351 217782681E-mail: cmlresistencia@mail.telepac.ptSite: http://www.cm-lisboa.pt/servicos/dc/resistencia/index.htm
• Obra Nacional para a Pastoral dos CiganosR. Cidade de Bolama, 5, 2º Esq LisboaTel: +351 21840809 Fax: +351 218406698E-mail: past.ciganos.sdl@telepac.pt
• OIKOS - Cooperação e DesenvolvimentoRua Santiago, 9 - 1100-493 LisboaTel.: +351 218823630 Fax: +351 218823635E-mail: oikos.sec@mail.telepac.ptSite: http://www.oikos.pt/
• Pro Dignitate - Fundação de Direitos HumanosRua Augusto Rosa, 66 – 2º Dto 1100 LisboaTel.: +351 213929310 Fax: +351 213970279E-mail: prodigni@esoterica.ptSite: http://www.prodignitate.pt/
• Secretariado EntreculturasTV. Terras de Santana, nº15, 1º 1250- 269 LisboaTel.: +351 213895249 Fax: +351 213895253E-mail: secretariado@entreculturas.min-edu.ptSite: http://www.min-edu.pt/entreculturas
• Sol – Associação de Apoio às Crianças com HIV/SidaRua das Praças, 55 R/C LisboaTel.: +351 213972632 Fax: +351 213625773
• S.O.S. RacismoAv. Guerra Junqueiro, 19 - 5º Esq. 100-166 LisboaTel.: +351 218464055 Fax: +351 218409628E-mail: sos.racismo@imagine.ptSite: http://www.sosracismo.pt/
• UMAR - União de Mulheres Alternativa e RespostaRua de S. Lázaro, n.º 111, 1.º 1150-330 LISBOA Tel.: +351 21 886 70 96 Fax: +351 21 888 40 86E-mail: umar.sede@netcabo.ptSite: http://www.umarfeminismos.org/

sábado, 17 de dezembro de 2011

PERFIL DE SAÍDA: SECUNDÁRIO

No final do 12.º ano os alunos devem:
• Consultar os principais documentos relativos aos direitos humanos e interpretá-los.
• Utilizar a Constituição da República Portuguesa enquanto garante do estado de direito democrático.
• Analisar situações de conflito ou contradição entre direitos, discutindo critérios que fundamentem opções esclarecidas.
• Perceber que os direitos humanos são uma construção para a qual podem contribuir.
• Participar em debates selecionando informação para sustentar a sua argumentação e tomada de decisões.
• Compreender o papel das leis na regulação do estado democrático e sua natureza contratual.
• Assumir criticamente os direitos e deveres que lhe competem no contexto da família, da escola e da comunidade e identificar direitos e deveres associados à vida adulta, designadamente na área profissional.
• Participar na vida da escola, de associações estudantis ou de instâncias da comunidade, nomeadamente em organizações do terceiro setor ou do poder local.
• Participar ativamente em projetos de voluntariado e de intercâmbio, nomeadamente nos que envolvem relações interculturais.
• Analisar causas e consequências de fenómenos de discriminações ou estereotipia e participar, se possível, na sua resolução.
• Envolver-se e comprometer-se em projetos que contribuam para a melhoria da vida dos cidadãos, a expressão dos seus interesses e a defesa dos seus direitos.
• Compreender a natureza dos conflitos, o seu eventual papel positivo ou negativo, e agir em conformidade.
• Compreender os efeitos mais visíveis das interdependências naturais e sociais do mundo.
• Relacionar processos de construção da Democracia em Portugal com outros, a nível europeu e mundial.
• Avaliar a importância e as formas de defesa dos interesses nacionais num contexto mundial de interdependência.
• Conhecer a organização das Nações Unidas e seus organismos especializados (OIT, UNESCO, etc.).
• Compreender a importância do papel regulador e fiscalizador das instituições e dos cidadãos.
• Compreender a importância dos media nas sociedades atuais, identificando fatores(económicos, políticos, culturais…) que os influenciam.
• Reconhecer a importância da liberdade de expressão e do direito à informação numa democracia e analisar criticamente situações de conflito entre direitos relacionados com o uso dos media.
• Intervir em debates públicos nos media quer como dinamizador, quer participando em iniciativas alheias.
• Apreciar criticamente as exigências de defesa do património coletivo e agir em conformidade.
• Apreciar e defender condições de preservação, consumo e criação de bens e produtos culturais.
• Tomar decisões informadas e compreender as consequências das suas escolhas em si e nos outros.
• Aceder e interpretar informação relevante e procurar o apoio adequado na área da saúde.
• Compreender a sua responsabilidade individual na construção e manutenção de projetos de vida saudáveis e do seu bem-estar.
• Avaliar riscos, vantagens e desvantagens de opções de produção de bens e serviços, consumo, pagamentos e aplicações de poupanças.
• Analisar orçamentos públicos (freguesia, município…) e participar da sua construção e fiscalização.

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: CONTEÚDOS

Conteúdos
• As regras fundamentais da vida democrática (a Constituição da República Portuguesa, o princípio da representação, o sufrágio universal, o voto secreto, a decisão maioritária, o direito da oposição e o direito das minorias, etc.).
• Organização da sociedade civil e representação cívico-política (Partidos e Movimentos Políticos, Associações e Organizações Não-Governamentais).
• Direitos humanos (Declaração Universal dos Direitos Humanos, Convenção dos Direitos da Criança, Convenção Europeia dos Direitos Humanos).
• A cidadania europeia e o projeto de construção da unidade europeia.
• A organização da Escola (Regulamento Interno, Projeto Educativo e Projeto Curricular de Escola, Órgãos de gestão e administração, Associação de Estudantes, etc.).

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

Aprendizagens adquiridas
No final desta formação, os alunos:
• Conhecem a Constituição da República Portuguesa, nomeadamente os direitos e deveres dos cidadãos, os órgãos de soberania e organização do poder local.
• Utilizam a Constituição Portuguesa da República Portuguesa como instrumento de exercício responsável da cidadania e de conhecimento dos princípios do estado de direito democrático.
• Conhecem e defendem os direitos fundamentais consagrados nos principais documentos relativos aos direitos humanos – Declaração Universal dos Direitos Humanos, Convenção dos Direitos da Criança, Convenção Europeia dos Direitos Humanos – e os organismos internacionais e europeus que zelam pelo seu cumprimento.
• Identificam, analisam e recusam qualquer discriminação baseada, designadamente na “ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual” (ponto 2 do art.º 13.º da Constituição da República Portuguesa), incapacidades ou idade.
• Participam na vida da escola e observam, no seu quotidiano, leis e regras, e assumem direitos e deveres consoante os níveis de decisão.
• Demonstram interesse pelas questões que afetam os outros e o mundo.

EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE E SEXUALIDADE: CONTEÚDOS

Conteúdos
• Composição do padrão alimentar mediterrânico e de outras dietas equilibradas: condicionantes culturais e geográficas.
• Influência da família, pares, media e tecnologia nas escolhas alimentares;
• Necessidades e benefícios da atividade física regular.
• Recursos disponíveis na comunidade para a prática regular da atividade física.
• Aspetos éticos, biológicos e emocionais da sexualidade humana.
• Comportamentos de risco na sexualidade, suas consequências no curto e longo prazo (nomeadamente a gravidez não desejada, o VIH e outras Infeções Sexualmente Transmissíveis).
• Comportamentos de proteção face a todas as formas de exploração e de abuso sexuais, nomeadamente as veiculadas pela Internet.
• Diferentes tipos de violência (bullying, abuso verbal, violência física, violência psicológica, violência doméstica, violência nos relacionamentos afetivo-sexuais) e estratégias de prevenção associadas (comportamentos verbais e não-verbais, gestão de conflitos, empatia, conhecimento dos recursos disponíveis na comunidade, entre outras).
• Causas e consequências dos preconceitos e das formas de discriminação baseadas na orientação sexual e no género.
• Fatores associados ao consumo nocivo de tabaco, álcool e outras drogas.
• As diferentes substâncias, categorias e consequências físicas, emocionais e sociais do uso abusivo.
• Competências interpessoais de comunicação para a recusa e evitamento do álcool, tabaco e outras drogas.
• Análise comparativa e crítica dos vários estudos em meio escolar (nacionais e europeus) sobre a saúde das populações.

Educação para a Saúde e Sexualidade

Aprendizagens adquiridas
No final desta formação, os alunos:
• Adotam regimes alimentares saudáveis, analisam os seus benefícios e reconhecem as consequências das dietas alimentares desequilibradas;
• Praticam atividade física regular para além daquela que desenvolvem na disciplina de Educação Física;
• Tomam decisões informadas e saudáveis sobre a sua sexualidade e os seus relacionamentos afetivos;
• Analisam as inter-relações entre as dimensões física, psíquica, emocional e social da saúde e evidenciam comportamentos que respeitam o próprio e os outros;
• Evidenciam o respeito pelas diferenças entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
• Identificam os comportamentos relacionados com a violência e demonstram respostas adequadas;
• Tomam decisões informadas e saudáveis sobre o uso do álcool, tabaco e outras drogas;
• Conhecem os serviços de apoio na comunidade onde se inserem.

AVALIAÇÃO: SECUNDÁRIO

Neste âmbito, a Portaria n.º 244/2011, de 21 de Junho, estabelece que na disciplina de Formação Cívica:
- a avaliação sumativa se expressa pela atribuição das menções qualitativas: Não satisfaz, Satisfaz e Satisfaz bem (n.º 3, do artigo 13.º);
- a disciplina não é considerada para efeitos de transição de ano e de apuramento da classificação final do curso, desde que frequentada com assiduidade (n.º 2 do artigo 22.º e n.º 9 do artigo 23.º);
- os alunos excluídos por faltas na Formação Cívica realizam uma prova de avaliação elaborada a nível da escola; a aprovação verifica-se quando o aluno obtém a menção qualitativa igual ou superior a Satisfaz (n.º 10 e n.º 11 do artigo 23.º);
- a realização da Formação Cívica é considerada para efeitos de conclusão e certificação do nível secundário de educação, através da emissão de diploma e certificado que discrimine as disciplinas e as respetivas classificações finais e menção qualitativa obtida em Formação Cívica (n.º 1 e n.º 2 do artigo 28.º);
- não é autorizada a anulação de matrícula a Formação Cívica, salvo se o aluno anular também a matrícula a todas as outras disciplinas (n.º 3 do artigo 30.º).

FINALIDADES: SECUNDÁRIO

FINALIDADES
• Desenvolver atitudes de responsabilização pessoal e social dos alunos na constituição dos seus itinerários e projetos de vida, numa perspetiva de formação para a cidadania participada, para a aprendizagem ao longo da vida e para a promoção de um espírito empreendedor.
• Promover uma cultura de liberdade, participação, reflexão, qualidade e avaliação que realce a responsabilidade de cada um nos processos de mudança pessoal e social.
• Contribuir para desenvolver o espírito e a prática democráticos, através da adoção de processos participativos na vida escolar e na vida pública e na assunção de direitos e deveres como garante da sua individualidade e de coesão social
• Dotar os alunos dos conhecimentos, competências e atitudes necessárias para a tomada de decisões informadas sobre a sua saúde e a sexualidade.
• Valorizar a participação de encarregados de educação, alunos, professores, técnicos de saúde e outros no processo educativo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

COMO PREPARAR UMA REUNIÃO

PASSOS-CHAVE PARA UMA REUNIÃO
BEM SUCEDIDA
Introdução
1º passo - Necessidade da reunião
2º Passo - Preparação da reunião
3º Passo - Ordem de trabalhos
4º Passo – Convocatória
5º Passo - Abertura da reunião
6º Passo - Condução da reunião
7º Passo - Participação na reunião
8º Passo - Conclusões e encerramento
9º Passo – Acompanhamento dos resultados da reunião
Bibliografia e fontes
Introdução
O presente texto visa apoiar a organização e o desenvolvimento do trabalho das escolas. A adequada preparação e condução de uma reunião é condição do seu sucesso e da obtenção dos resultados pretendidos, ao mesmo tempo que permite uma gestão mais eficaz do tempo por parte dos órgãos competentes e dos participantes envolvidos.
Este trabalho constitui um instrumento de auxílio para todos os que o queiram livremente utilizar. Boas reuniões!
1º passo - Necessidade da reunião
As reuniões são necessárias para mobilizar ideias e energias, para coordenar actividades e para atingir desempenhos colectivos. Contudo, fazer uma reunião absorve vários tipos de recursos, e não apenas o recurso raro que é o tempo, o que implica, por isso, um dispêndio considerável que tende a passar despercebido.
A primeira questão geral a colocar-se é a de saber se o tema ou assunto justifica a realização da reunião ou se ela é dispensável. Em caso de se justificar a realização da reunião, importa desde logo estabelecer os objectivos e os resultados a que se quer chegar, definir o tipo e número de participantes, fixar a duração, a hora e o local da mesma.

2º Passo - Preparação da reunião
Uma reunião eficaz não se improvisa, precisa de ser cuidadosamente preparada.
Estabelecida a necessidade da reunião, importa escolher o tipo de reunião.
Há vários tipos de reuniões, consoante os objectivos a atingir:
Reunião de informação, de formação ou de sensibilização; Reunião de discussão e debate, vulgarmente chamada ”reunião de trabalho”, para programação de actividades futuras, troca de pontos de vista, procura de um acordo ou, simplesmente, produção de ideias; Reunião de consulta, de negociação, de resolução de problemas, de validação de situações e de tomada de decisões.
A preparação de uma reunião é um trabalho exigente, mas essencial para o sucesso, na medida em que pressupõe um conjunto diversificado de acções que obedeçam aos princípios seguintes:
Planificar as reuniões segundo as necessidades; Escolher o tipo de reunião de acordo com os objectivos e os grupos visados; Dirigir uma reunião eficazmente em função de objectivos concretos e de resultados mensuráveis; Exercer a liderança através da animação e da dinâmica do grupo; Saber gerir espaços, assegurar a organização do material e dos instrumentos de apoio; Estabelecer uma lista de controlo de tarefas:
 Fixação clara dos objectivos e dos resultados a atingir;
 Elaboração de uma ordem de trabalhos anotada a enviar com o respectivo convite ou convocatória a todos os participantes;
 Programação da condução de cada assunto, segundo um esquema de apresentação, justificação, diálogo e decisão;
 Designação de relator para elaboração da acta;
 Reserva da sala e marcação do dia, hora e local;
 Definição da composição da mesa de presidência;
 Disponibilização de bebidas, se for caso disso;
 Entrega de lista de participantes externos ao pessoal da recepção, PBX e parque de estacionamento;
 Verificação do funcionamento dos equipamentos e preparação do restante material de apoio.

3º Passo - Ordem de trabalhos
Para além da habitual ordem de trabalhos, poderá ser preparada uma ordem de trabalhos anotada, que incluirá: Descrição sucinta dos objectivos e dos resultados globais a alcançar; Indicação dos diversos assuntos a tratar em cada etapa, com previsão da duração total da reunião e de cada ponto da agenda; Priorização dos temas, prevendo aqueles que possam ser retirados em caso de falta de tempo; Menção dos documentos a ler previamente e, eventualmente, dos documentos a trazer ou a apresentar; Referência à atribuição de trabalho preparatório a determinados participantes.
Uma ordem de trabalhos deverá:
Ser enviada atempadamente aos destinatários; Motivar a participação dos participantes; Incentivar a preparação por parte de cada participante.

4º Passo – Convocatória
Da convocatória ou convite deve constar informação sobre: Data e local da reunião; Hora de início e de conclusão; Agenda anotada, eventualmente acompanhada de documentos e/ou de informação de contexto; Resultados esperados; Participantes.
Na fase de preparação poderá ser importante: Enviar a convocatória por correio electrónico, com vista à agilização de todo o processo de organização e preparação da reunião; Telefonar aos convocados/convidados com a antecedência de um ou dois dias, a fim de garantir a sua participação; Enviar um convite pessoal de modo a garantir a presença específica de um participante.

5º Passo - Abertura da reunião
O presidente, moderador ou facilitador:
Inicia a reunião à hora marcada, dá as boas-vindas e agradece o tempo disponibilizado pelos participantes; Pede aos presentes, se for caso disso, para se apresentarem ou, no caso de um grupo grande, refere a diversidade e heterogeneidade dos participantes fazendo-os sentir confortáveis e motivados para participarem e alcançar um objectivo comum; Não perde tempo com a aprovação de actas anteriores, apresenta claramente os objectivos da reunião, faz aprovar a agenda e expõe os respectivos pontos, recorda os resultados a que se quer chegar, explicita o método de trabalho, sublinha a duração prevista da reunião e informa sobre aspectos práticos de organização; Avisa se haverá registo, acta ou relatório, indicando previamente o relator ou secretário da reunião; Sublinha a necessidade de se ser conciso nas intervenções; Faz uma breve abertura, moderando o excesso de entusiasmo, insistindo na circunscrição aos temas centrais da agenda e exprimindo firmeza e segurança.
6º Passo - Condução da reunião
O presidente ou moderador é um elemento central para o sucesso da reunião.
Ao presidente ou moderador compete:
Congregar a atenção dos participantes e envolvê-los no clima da reunião; Facilitar a troca de pontos de vista, assegurar a participação de todos e, sempre que se justifique, dar um contributo sobre o tema a ser tratado; Assegurar a organização das intervenções e a objectividade dos contributos; Gerir o tempo, alocando-o aos diferentes pontos da agenda, evitando desvios à ordem de trabalhos e deixando cair pontos da agenda, se for caso disso; Dinamizar a reunião, mostrando flexibilidade sobre tópicos controversos ou questões de difícil acordo; Mobilizar o máximo de opiniões individuais para o espaço colectivo; Formular posições de consenso ou pedir a um dos participantes que apresente uma posição que reflicta a posição geral do grupo; Sintetizar cada um dos pontos da agenda tratados, salientando os pontos de consenso adquiridos e elencando os obstáculos apontados; Assegurar que sejam tomadas todas as decisões necessárias; Terminar com uma síntese com menção expressa dos resultados alcançados e evitar que a reunião termine sem tomar decisões ou sem definir prazos e responsabilidades.

7º Passo - Participação na reunião
O desempenho do presidente ou moderador e dos participantes são os pilares do êxito da reunião. Ao participante na reunião compete:
Antes da reunião:
Analisar os documentos recebidos com a convocatória; Equacionar o modo como irá intervir activamente; Recolher informações que sejam úteis para o sucesso da reunião; Produzir algum apontamento importante.
Durante a reunião:
Tomar notas sobre dúvidas e pontos importantes; Intervir de modo claro e conciso sobre os temas da agenda, focando o seu contributo e grau de envolvimento para a consecução dos objectivos; Saber escutar ideias e opiniões, interessar-se pelos avanços conseguidos, ponderar as críticas a fazer; Intervir de modo assertivo sobre a agenda, com economia de tempo, sem pretender dominar a discussão.
Após a reunião:
Verificar e assumir os conteúdos da versão final da acta, empenhando-se na concretização das determinações da reunião.

8º Passo - Conclusões e encerramento
Cabe ao presidente ou moderador encerrar com sucesso a reunião. Neste sentido importa:
Sumariar as decisões tomadas, realçando os respectivos prazos; Fazer breve balanço dos aspectos positivos adquiridos bem como das divergências evidenciadas e dos obstáculos a superar; Informar da elaboração cuidada e abrangente da acta/relatório/nota/síntese que constitui a memória escrita dos resultados e o guia para a futura monitorização e acompanhamento da execução das decisões (sempre que possível, a acta é apresentada no final da reunião e após comentários é aprovada para envio posterior); Pode ser pertinente enviar cópia da acta a pessoas que não participaram na reunião (por exemplo, o responsável de um sector que desempenha um papel importante na implementação das medidas decididas ou que será afectado pela concretização das mesmas); Concluir agradecendo a presença e a participação.

9º Passo – Acompanhamento dos resultados da reunião
O êxito da reunião é aferido pelos seus resultados.
No final da reunião terá de haver uma lista de tarefas a realizar, cuja responsabilidade pode ser distribuída por cada participante, com um prazo de execução e indicação clara de quem monitoriza o processo; Sem acompanhamento dos resultados das reuniões, há o risco de perder parte do trabalho nelas realizado; Impõe-se assegurar que o relator/secretário prepare a acta ou relato o mais cedo possível após a reunião; Enviar cópia da acta provisória aos participantes, com pedido de observações e comentários dentro de um prazo útil e com agradecimento pelos contributos; Remeter a todos e, se for caso disso, a pessoas relevantes que não puderam estar na reunião a acta definitiva, da qual constem:
- Decisões consensuais, conclusões assumidas e recomendações aceites;
- Indicação dos compromissos e da partilha de responsabilidades pelas tarefas específicas de acompanhamento a realizar nos prazos acordados; Uma vez concluída a acta, o presidente ou moderador poderá organizar um calendário com notas e lembretes relacionados com a concretização das decisões tomadas; Antes da reunião seguinte, assegurar-se que os participantes redijam curtos relatórios de avaliação sobre o grau de implementação das medidas e decisões tomadas; Manter sempre os participantes informados e motivados relativamente ao desenvolvimento dos trabalhos.
Alguns motivos de fracasso de uma reunião:
A reunião não era necessária. Os assuntos a tratar não exigiam realização da reunião. O momento não era oportuno para realizar a reunião. A reunião foi realizada por motivos errados: uma reunião cujo conteúdo se esgote em falar sobre, discutir, criticar, desfazer, impor poder sobre outros, impressionar, resolver assuntos pessoais, sem objectivos concretos e sem resultados a produzir está condenada ao insucesso. Os objectivos da reunião estavam mal definidos: os objectivos não eram claros ou adequados. Os objectivos constituíam obstáculos e não desafios. Não foram convocadas as pessoas certas: falta de decisor, substitutos que não podem tomar decisões. Falta de controlo adequado: programa insuficientemente detalhado, horários vagos, ausência de um fio condutor, conflitos surgidos tratados desadequadamente, falta de liderança. Ambiente físico não apropriado: local desconfortável, recursos que não funcionam, interrupções que desconcentram.

BIBLIOGRAFIA E FONTES
Barker, Alan, Reuniões que funcionam, Mem Martins, Lyon Edições, 1996
Dressler, Larry, Reuniões eficazes, Lisboa, Actual Editora, 2008
Noyé, Didier, Réussir vos réunions, Paris, Insep Consulting éditions, 2009
Tropman, E. John, Making meetings work: achieving high quakity group decisions, London, Sage Publications Inc., 2003
Rebori, Marlene. K., How to organize and run effective meetings, Cooperative Extension, Bringing the University to you,Fact Sheet 97-29, University of Nevada, Reno
Silva, Alexandre R. C., Desenredo – Como fazer reuniões
http://www.desenredo.com.br/Gerais/Reunião
http://www.effectivemeetings.com/meetingbasics/index.asp
http://www.meetingwizard.org/meetings/effective-meetings.cfm
http://www.mindtools.com/CommSkll/RunningMeetings.htm
TenantNet - Planning and Facilitating Meetings
http://www.tenant.net/Organize/meetings.html

sábado, 30 de outubro de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

FORMAÇÃO CÍVICA

Formação Cívica
A Formação Cívica é um espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação para a cidadania, constituindo um espaço de diálogo e reflexão sobre experiências vividas e preocupações sentidas pelos alunos e sobre questões relativas à sua participação, individual e colectiva na vida da turma, da escola e da comunidade. A actividade a desenvolver neste domínio contará com o apoio de um tempo semanal para sessões de informação e de debate que, entre outros, pode assumir o formato de assembleia de turma.

Finalidades
Desenvolver competências necessárias ao exercício da cidadania.
Desenvolver nos alunos atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência que conduzam à formação de cidadãos tolerantes, autónomos, participativos e civicamente responsáveis.
Promover valores de tolerância, solidariedade e respeito pelos outros.
Estimular a participação activa dos alunos na escola e na sociedade.
Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre a vida da escola e os princípios democráticos que regem o seu funcionamento.

Pressupostos
Todos os momentos são propícios à reflexão sobre a educação para a cidadania, nas aulas e fora delas, na participação da organização da vida escolar, nos estudos, nas actividades desportivas, nos tempos livres, no convívio e nas regras que o orientam.
A cidadania exerce-se na participação, cooperação, tomada de decisão e expressão de opinião com liberdade e responsabilidade.
Nesta área devem ser promovidas situações de aprendizagem que integrem dimensões da vida individual e colectiva, bem como conhecimentos fundamentais para compreender a sociedade e as suas instituições.
Aquisição de competências, individualmente e em grupo, para a construção de um projecto de vida saudável nas vertentes física, psíquica e social.

Princípios orientadores
Esta componente curricular não é de exclusiva responsabilidade de um professor ou de uma disciplina, mas sim de todas as disciplinas e áreas do currículo, visto abarcar todos os saberes e abranger todas as situações vividas na escola;
De modo a favorecer o desenvolvimento desta área, existe um tempo semanal no horário dos alunos e do director de turma, destinado à informação, sistematização e aprofundamento dos assuntos;
Na sua vertente de apoio de um tempo semanal, deve:
ser planificada pelo director de turma após ouvido e o conselho de directores de turma e o conselho de turma, tendo em conta o projecto educativo, o projecto curricular de escola e de turma;
ser um espaço privilegiado para a discussão e construção de regras/normas de conduta adequadas;
constituir também um espaço de diálogo e reflexão sobre assuntos específicos apresentados pelos alunos.

Intervenientes
Esta área curricular é discutida, planificada e gerida em conselho de turma, sendo a sua operacionalização da responsabilidade do director de turma.

Avaliação
A avaliação desta área curricular não disciplinar caracteriza-se por ser descritiva, baseada na auto-reflexão, no conhecimento que o aluno tem de si próprio e da sua evolução. Este tipo de reflexão deve ser orientado pelo director de turma, podendo o mesmo recolher contributos dos professores das áreas disciplinares/disciplinas, no sentido de validar a evolução dos alunos. Compete ao conselho de turma proceder à avaliação sumativa mediante proposta do professor que lecciona a área de Formação Cívica.

MÓDULO CIDADANIA E SEGURANÇA

Módulo Cidadania e Segurança
Despacho n.º 19308/2008
Circular n.º 18/DSIE/2007, de 11 de Dezembro de 2007
Circular para as escolas.
Módulo "Cidadania e Segurança"
06-12-2007
Educação para a Cidadania
O módulo de Cidadania e Segurança, de acordo com o nº 14 do Despacho nº 19308/2008, de 21 de Julho, deve ser trabalhado na área da formação cívica, em cinco blocos de noventa minutos, ao longo do 5.º ano de escolaridade, de acordo com uma sequência e um calendário a definir pela escola e tendo em conta as orientações da Direcção – Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.
A aplicação do módulo, a sequência das áreas de trabalho e a sua inserção curricular são definidas pelo agrupamento e pela escola de acordo com o respectivo projecto educativo e com a gestão do tempo afecto às actividades curriculares não disciplinares; a planificação do módulo realiza-se nos respectivos conselhos de turma.
Constituem objectivos do módulo:
promover a compreensão da importância do valor da relação com os outros e da construção de regras de convivência na escola e na sociedade;
aumentar a capacidade para a resolução de situações de conflito de forma não violenta;
promover competências para agir adequadamente face à agressão;
desenvolver a capacidade de identificação de comportamentos de risco e incentivar atitudes de prevenção;
desenvolver uma cultura de segurança e capacitar para a auto-protecção.
Tendo como referência os direitos fundamentais e os recíprocos deveres que lhes são inerentes, o módulo encontra-se organizado em torno de três temas: ”Viver com os outros”, “As situações de conflito e a violência e “Comportamentos específicos de segurança”.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

BARREIRAS ARQUITECTÓNICAS

BULIMIA

Bulimia Nervosa
Adriana Campos 2010-06-23
Partindo ainda deste testemunho, gostaria de sublinhar o facto de, muito frequentemente, este problema passar despercebido, dado que as vítimas de bulimia, contrariamente às anoréxicas, mantêm um peso tipicamente normal.
"O que está mais presente na minha memória relativamente àquele período da minha vida é o medo horrível de engordar e o vazio e culpabilidade que sentia após a indução do vómito. Apesar de prometer aos meus pais e à minha psicóloga que não voltaria a deliberadamente vomitar, o medo horrível de ficar gorda e disforme perseguia-me. As pessoas que me rodeavam diziam-me que eu era elegante e bonita, mas eu tinha espelho e conhecia bem as dimensões exageradas do meu traseiro.Um outro sentimento que me deixava muito frustrada era a minha incapacidade de controlo: não conseguia deixar de ter momentos em que ingeria quantidades astronómicas de comida e também não conseguia deixar de recorrer ao vómito como forma de me libertar dos excessos cometidos. Todas estas manobras eram feitas com grande secretismo, pois sabia que algo de errado se passava comigo. Quando todo este meu drama foi descoberto, passei a seu alvo de acompanhamento em pedopsiquiatria e psicologia. Apesar desta intervenção, os meus comportamentos irracionais em relação à comida continuaram e, por isso, tive de ser internada. Recordo esses dias como os piores da minha vida... as sessões de grupo ficarão para sempre gravados na minha memória. Como era possível que jovens tão magras pudessem afirmar que eram gordas? Definitivamente eu senti que teria de mudar, pois cair num beco semelhante ao delas eu não queria. Acho que este internamento me obrigou a pensar... acho que foi o clic para a mudança. Depois de três semanas internada fui progressivamente deixando de vomitar, apesar do desagrado com a minha imagem corporal continuar..."
Jovem anónimaEste foi o relato feito por uma jovem adulta relativamente ao período em que a bulimia invadiu a sua vida, e que acompanhei muito de perto. Era uma adolescente bonita e meiga, com uma auto-estima muito baixa e com um medo horrível de decepcionar as pessoas mais próximas, sobretudo as figuras parentais. Tinha uma aparência física perfeitamente normal e um peso adequado para a sua idade e estatura. A bulimia nervosa é uma disfunção alimentar que se enquadra nas perturbações psiquiátricas graves e que, por isso, é descrita na DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais). Sempre que, num período curto de tempo, são ingeridas grandes quantidades de alimentos, seguindo-se comportamentos inapropriados para impedir o aumento de peso, tais como vomitar, usar laxantes, diuréticos ou outros medicamentos, jejum ou exercício físico exagerado, estamos face a uma situação de bulimia nervosa. Para que o diagnóstico deste tipo de perturbação possa ser feito, é necessário que os episódios de ingestão compulsiva de alimentos e os comportamentos compensatórios ocorram ambos, em média, pelo menos duas vezes por semana, em três meses consecutivos. Habitualmente, esta perturbação começa no fim da adolescência ou início da idade adulta.Outros pormenores relativamente à bulimia estão magnificamente ilustrados nas palavras desta jovem, que, agora, sendo já quase adulta, consegue ter algum sentido crítico relativamente à forma como viveu o seu problema de saúde. Partindo ainda deste testemunho, gostaria de sublinhar o facto de, muito frequentemente, este problema passar despercebido, dado que as vítimas de bulimia, contrariamente às anoréxicas, mantêm um peso tipicamente normal. Como sinais de alerta da doença é importante referir a perda permanente e significativa de esmalte dos dentes, como resultado do vómito recorrente, engorgitamento das glândulas salivares e, por vezes, irregularidades menstruais ou amenorreia entre as raparigas. A preocupação excessiva por parte da jovem relativamente à ingestão de alimentos com muitas calorias e o consumo preferencial de alimentos com baixo teor calórico são também indicadores para os quais se deverá ter uma atenção particular.Para terminar, resta acrescentar que este tipo de perturbação, dada a sua complexidade e gravidade, exige a intervenção de equipas multidisciplinares.

VIGOREXIA

Obsessão por músculos: vigorexia
Adriana Campos 2009-09-16
Muitos jovens (e também adultos), vivem como que obcecados por treinos de musculação a que, aos poucos, vão associando produtos para o desenvolvimento dos músculos.
Harrison G. Pope, Jr, da Faculdade de Medicina de Harvard - Massachusetts realizou estudos em três países sobre a imagem que os homens teriam deles próprios, sobre a imagem que achariam ideal para si e sobre a imagem que acreditam que as mulheres preferem. Os resultados mostram que a escolha do corpo ideal foi em média de, aproximadamente, 13 quilos a mais de massa muscular do que eles tinham. Também estimaram que as mulheres preferiam um corpo masculino com aproximadamente 14 quilos de massa muscular a mais do que eles efectivamente possuíam. Num estudo-piloto paralelo, entretanto, o autor constatou que as mulheres preferiam, de facto, um corpo masculino comum e sem os músculos adicionais que os homens pensavam ser necessários. Como conclusão, Pope atestou a grande discrepância entre o estado real e o ideal muscular dos homens. Muitos jovens (e também adultos), vivem como que obcecados por treinos de musculação a que, aos poucos, vão associando produtos para o desenvolvimento dos músculos. Tal prática acarreta muitos perigos para a saúde, em vez de, como poderão afirmar os praticantes dessa modalidade, contribuir para um corpo mais são. O psiquiatra americano Harrisom G. Pope foi o primeiro a usar o termo Vigorexia ou Síndrome de Adónis. A vigorexia é uma perturbação emocional caracterizada pela obsessão em ser musculado, sendo mais comum no sexo masculino. O seu início é, geralmente, coincidente com o final da adolescência, período em que a insatisfação com o corpo é típica e os ditames da cultura têm um grande peso.Apesar de os portadores deste transtorno serem bastante musculados, percepcionam o seu corpo de uma forma distorcida, considerando-se magros. A preocupação com o aumento da massa muscular torna-se o centro da sua existência, sendo por isso quase compelidos a frequentar o ginásio durante um elevado número de horas e a ingerir substâncias que potenciam o aumento da massa muscular. Não é por acaso que anorexia rima com vigorexia; efectivamente as duas doenças tem aspectos comuns. Em ambas está presente a preocupação exagerada com o próprio corpo e a distorção da imagem que os pacientes têm de si mesmos: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, ao passo que os vigoréxicos nunca se consideram suficientemente musculosos. Para além destas, existem outras características comuns, tais como: baixa auto-estima, personalidade introvertida, alterações ao nível do comportamento alimentar e tendência para a automedicação.Associadas a esta perturbação, também designada como overtraining, manifestam-se várias consequências, nomeadamente reacções típicas das situações de stress, tais como: insónia, falta de apetite, irritabilidade, cansaço permanente, desinteresse sexual e dificuldade de concentração. A vigorexia causa também problemas físicos e estéticos, tais como desproporção displástica, problemas ósseos e articulares, falta de agilidade, entre outros. Os problemas de ordem física são ainda maiores sempre que a obsessão por "melhores resultados" leva ao consumo de esteróides e anabolizantes. O consumo deste tipo de substâncias conduz ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão para o cancro da próstata. Segundo estudos realizados, embora a vigorexia seja potenciada pelos padrões culturais vigentes, constatam-se desequilíbrios ao nível dos neurotransmissores, mais concretamente da serotonina. Por este motivo, no tratamento desta patologia pode recorrer-se a fármacos. A este tipo de tratamento é fundamental associar a psicoterapia para a que estes indivíduos recuperem a sua auto-estima e superem o medo do fracasso social.

DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS NA ADOLESCÊNCIA

Distúrbios psicológicos na adolescência
Adriana Campos 2004-07-21
Estudos realizados em vários países mostram claramente que menos de um quinto dos adolescentes apresentam comportamentos indicadores de distúrbios psicológicos significativos
"Lisboa, 18 de Fevereiro de 1993
Querida Marta,
As últimas semanas foram uma espécie de deserto. Não li nada, não escrevi, não tive fome e não consegui ter uma conversa decente com ninguém. Para cúmulo, tive dois pesadelos contigo (qual deles o pior)! (?) O quadro é negro e, por isso mesmo, nem me atrevo a pegar nos pincéis para começar outra tela. Acho que sairia apenas um gigante borrão preto."
A Lua de Joana, Maria Teresa Maia Gonzalez, Editorial Verbo.
Muitos são os pais que procuram ajuda, na tentativa de saber se o comportamento dos filhos se poderá ou não enquadrar na normalidade. Esta preocupação surge de forma acentuada no período da adolescência, período frequentemente marcado por agitação e tensão. Saber estabelecer as linhas divisórias ou os parâmetros entre o que é um comportamento normal ou patológico não é de facto uma tarefa fácil. Daí a compreensível apreensão e dúvida de pais e educadores.
Estudos realizados em vários países mostram claramente que menos de um quinto dos adolescentes apresentam comportamentos indicadores de distúrbios psicológicos significativos. Apesar do número de casos patológicos felizmente ser muito inferior ao número de casos cujos comportamentos se podem considerar normais para aquela faixa etária, é fundamental estar atento a manifestações patológicas ao nível do funcionamento psicológico. Uma questão que de imediato se poderá colocar é se de facto existirão distúrbios psicológicos específicos da adolescência que, de alguma forma, sejam diferentes daqueles que são também experienciados por crianças e adultos. Rutter, investigador nesta área, ajuda a responder a esta questão, indicando quatro problemas principais que aumentam significativamente na adolescência: a depressão, o alcoolismo/a dependência de drogas, a anorexia nervosa ou dietas rigorosas que impliquem perdas acentuadas de peso e a tentativa de suicídio. O suicídio real e a psicose, embora apresentem um crescimento significativo na adolescência, continuam a ser cada vez mais frequentes ao longo da vida adulta. É de referir que as perturbações do adolescente são mais comuns nos anos intermédios e no final da adolescência do que no princípio deste período de desenvolvimento.
A incidência dos distúrbios psicológicos referidos varia também em função do sexo, sendo as raparigas mais propensas à depressão, às tentativas de suicídio e à anorexia, e os rapazes ao abuso de álcool e drogas.
Sempre que o adolescente apresente os distúrbios referidos é fundamental que seja devidamente encaminhado e apoiado por profissionais. A aceitação do encaminhamento por parte deste será mais fácil se lhe for transmitida a mensagem de que todos temos problemas para os quais nem sempre conseguimos encontrar as soluções sozinhos e que pedir ajuda não é indicador de fraqueza, mas um sinal de que para se ser feliz é fundamental compreender o próprio processo de crescimento.

ANOREXIA


Anorexia nervosa
Adriana Campos 2000-07-31
A anorexia é uma doença que afecta cada vez mais adolescentes. Muitos são os pais que vivem na angústia de não saber como dar resposta a este problema. Antes que o mal lhe bata à porta, aceite algumas sugestões para evitar o aparecimento desta doença no seu filho.
"Não compreendo como é que isto pôde acontecer à minha filha! Ela sempre viveu só para os estudos. Não tem namoros, não sai à noite, enfim... nunca nos deu preocupações. Na verdade, até considero que não é uma rapariga de hoje. Quantas vezes eu e o meu marido insistíamos para que saísse de casa e ela nunca o fazia. Ao fim-de-semana é que ela aceitava sair, porque o fazia na nossa companhia. Frequentemente, estes passeios de domingo eram encurtados devido ao seu desejo insistente de ir estudar. Quando tinha teste à segunda-feira, era certo e sabido que ninguém a arrancava de casa.. .Não, não posso compreender como isto pôde acontecer e logo à minha Joana!..."Este é o relato feito pela mãe de uma jovem de 16 anos, atingida por uma anorexia nervosa.A anorexia é uma doença, cujo principal sintoma consiste numa perda acentuada de peso, auto-imposta, em resultado de uma restrição alimentar activa. Mesmo quando já houve um emagrecimento acentuado ou mesmo quando a pessoa em causa já apresenta um aspecto esquelético, continua a existir um medo intenso de aumentar de peso ou de ficar obeso.
A(o) jovem anoréxica(o) apresenta uma vivência distorcida da sua imagem corporal, continuando a ver no seu corpo partes "gordas", mesmo quando só tem "pele e osso".Esta doença é mais frequente no sexo feminino. Nas raparigas, a anorexia acaba por levar à falta da menstruação, em consequência da perda de peso.
Porquê?Existem muitas e variadas explicações para o aparecimento desta doença, tais como: as mensagens contraditórias de uma sociedade que publicita constantemente produtos altamente calóricos e que paralelamente valoriza um ideal de beleza, marcado pela magreza por vezes exagerada; a confusão das mães relativamente ao significado do choro dos bebés, que o interpretam sistematicamente como indicador de fome; a possibilidade de haver alterações genéticas, confirmada pela elevada prevalência da doença em familiares em primeiro grau. Estas são algumas explicações... independentemente da maior ou menor veracidade de cada uma delas!Parece-me indispensável reflectir sobre um outro aspecto: as características de personalidade comum a muitos dos jovens que sofrem desta doença! Segundo alguns estudos, os jovens adolescentes afectados por anorexia possuem características de personalidade comuns: têm dificuldades de relacionamento interpessoal, são inseguros, têm uma baixa auto-estima, são pouco autónomos, são dotados de um carácter marcadamente obsessivo, possuem padrões de pensamento pouco flexível. Pelos pais, tal como o texto inicialmente apresentado ilustra, são vistos como jovens muito sossegados, pouco amigos de sair e que nunca deram problemas. Numa só frase: 'não são como os jovens de hoje'.Abordar a questão por este prisma poderá ser útil, na medida em que estas características parecem ter uma relação directa com o desencadeamento deste processo. A actuação dos pais no sentido de as contrariar será, com certeza, uma boa forma de prevenção, não só deste desequilíbrio, mas também de outros, tais como o consumo exagerado de álcool, drogas, etc.O que podem fazer os paisEis algumas sugestões que os pais devem ter em conta para prevenir o aparecimento da doença:- Ajude o seu filho a desenvolver uma auto estima positiva. A auto-estima é a percepção que cada um tem de si próprio. Esta percepção constrói-se ao longo da vida, em resultado das várias interacções que o indivíduo vai estabelecendo em diferentes contextos. A família tem um papel fundamental na construção da auto-imagem do jovem. Aproveite todas as oportunidades para elogiar o seu filho, não apenas na área académica, mas também em outros domínios. Os jovens precisam de sentir que os pais os amam, independentemente dos resultados escolares, e que estes não são a única área importante da vida de um adolescente.- Ao longo do processo de desenvolvimento, estimule o seu filho a ser cada vez mais autónomo. Nunca faça por ele aquilo que ele pode fazer sozinho. Ao chegar à adolescência, é fundamental flexibilizar regras anteriormente estipuladas. Não queira que o seu filho permaneça eternamente 'debaixo da sua asa'. Não o ensinou a voar? Então porque o 'quer prender ao ninho'? As quedas são indispensáveis à aprendizagem.- Respeite a sua necessidade crescente de espaço. Ele tem direito/necessidade de ter o seu cantinho, a sua correspondência e o seu diário. Violar esta necessidade é altamente nefasto, ainda que o faça com muito boas intenções.- Cultive relações positivas com o seu cônjuge. Uma relação conflituosa do casal faz com que, muitas vezes, os filhos se tornem a única razão para a existência deste. A missão dos filhos não é servir de elo de ligação de casamentos desfeitos...- Incentive o seu filho a expressar os sentimentos dele e exprima também os seus. A não expressão de sentimentos pode levar o adolescente a pensar que o que se passa com ele (tristeza, cólera, fúria) é algo anormal.- Apesar de Portugal ser um dos países com mais baixas taxas de anorexia, certos dados levam-nos a pensar que é cada vez mais urgente prevenir. A reforçar esta ideia, e para terminar, gostaria de apresentar os resultados de uma investigação feita pelo grupo de estudo de Doenças de Comportamento Alimentar do Hospital de Santa Maria. Das 2 400 raparigas (entre os 10 e os 21 anos) que responderam a um inquérito, só 15% tinham excesso de peso. As restantes raparigas da amostra tinham um peso normal ou abaixo do que seria esperado. Apesar disto, 52% "tinham horror em aumentar de peso", 49% diziam que tinham 'uma parte gorda' e 38% queriam ser mais magras, 20% sentiam-se mal com o corpo, porque se sentiam gordas, e cerca de 13% estavam a fazer dieta na altura e a perder peso.

FORMAÇÃO CÍVICA?


Formação nas escolas: Porquê? Para quê? Para quem?
Armanda Zenhas 2001-08-29
O desafio das novas áreas (...) pode ser mais facilmente vencido pelos professores com um trabalho conjunto, realizado em oficinas de formação. Estas correspondem a uma das modalidades de formação contínua para obtenção de créditos para progressão na carreira.
Um novo ano se avizinha, com muitas promessas de mudança. Aulas de 90 minutos. Novas áreas curriculares não disciplinares: Estudo Acompanhado, Formação Cívica, Área de Projecto. Educação Sexual a atravessar todas as áreas disciplinares. Boas são as intenções. Muitos são os desafios. Muitos são também os receios e as dúvidas.A acompanhar a mudança, e para garantir que ela seja bem sucedida, faz-se sentir a necessidade de formação de todos os intervenientes no processo educativo. Cada escola tem as suas características próprias. Por isso se torna importante a elaboração de planos de formação próprios.O desafio das novas áreas referidas pode ser mais facilmente vencido pelos professores com um trabalho conjunto, realizado em oficinas de formação. Estas correspondem a uma das modalidades de formação contínua para obtenção de créditos para progressão na carreira. Quais as suas vantagens relativamente às tradicionais acções de formação? Este formato pressupõe uma participação mais activa dos professores, sendo metade do tempo destinado a sessões presenciais e a outra metade a trabalho autónomo. Permite que os professores se organizem conjuntamente, produzam os materiais necessários ao desempenho da sua actividade na área em que estão a realizar formação, debatam as estratégias a utilizar, reflictam sobre os problemas surgidos durante a sua aplicação e reformulem estratégias. Uma oficina poderá funcionar como um espaço conjunto de preparação e de reflexão sobre o trabalho a desenvolver, por exemplo, numa das novas áreas curriculares não disciplinares.Um papel importante nas escolas, nem sempre visível ou reconhecido, é o dos auxiliares de acção educativa. Também eles precisam de assumir efectivamente esse seu estatuto de parceiros na acção educativa e que esse estatuto lhes seja reconhecido. Também a sua formação deve ser uma prioridade para as escolas, havendo já muitos centros de formação que nela investem.Pretende-se que os encarregados de educação sejam parceiros das escolas e colaborem activamente com ela. Essa colaboração pode ser reforçada com a realização de acções de formação e debates para os encarregados de educação, sobre temas/problemas detectados pelos órgãos pedagógicos e de gestão das escolas e pelas associações de pais. Esta é uma prática que muitas escolas têm procurado fomentar. Pena é que nem sempre os encarregados de educação respondam à chamada e que a participação em tais acções se fique, frequentemente, bastante aquém dos níveis de participação desejados e desejáveis.Em tempo de mudança, esta passa muito pela interacção entre os diversos parceiros na educação e pelo trabalho de colaboração de todos os professores em cada conselho de turma. Mais do que um imperativo legal, a formação é uma necessidade premente. É preciso investir nela.

REGRAS DO BOM ESTUDANTE

Rotinas de um estudante
Armanda Zenhas 2009-12-02
A definição de regras nem sempre é muito bem aceite pelos jovens. No entanto elas são necessárias, embora devam ser alvo de negociação e ter por base o bom senso. A sua aplicação deverá conduzir ao estabelecimento de rotinas.
Com um novo ano escolar a iniciar-se, o tempo de férias ficou para trás e o dia-a-dia sofreu alterações que nem sempre são do agrado dos mais pequenos. A negociação das regras e das rotinas entre pais e filhos impõe-se.A boa gestão do quotidiano pode rentabilizar o esforço do estudante e contribuir para que ele, mais facilmente, tenha sucesso académico. Aqui ficam algumas sugestões:1. Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer... e ajuda a aprender.Embora os pais tenham conhecimento da necessidade de se dormir para se poder estar atento nas aulas e estudar, os jovens parecem ter uma energia inesgotável à hora de ir para a cama. Além disso, a televisão ou o computador no quarto ajudam-nos a contornar o aborrecimento de ir para a cama cedo. Afinal, fechada a porta do quarto, há ainda um último aliado no combate para prolongar as horas de vigília. Impõe-se a negociação e o cumprimento do horário de deitar e de levantar.2. Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.Podemos aplicar este provérbio a diversos aspectos da vida de um estudante. Comecemos pelo estudo. Diariamente, é necessário fazer revisões da matéria dada nesse mesmo dia. Desta forma, será necessário menos esforço e menos tempo de trabalho do que se se estudar apenas alguns dias depois. Pior será se se tencionar estudar apenas na véspera dos testes. Os pais podem ajudar a criar a rotina das revisões diárias e da realização dos TPC, procurando ver, com os filhos, qual o horário mais adequado a essas tarefas, em função do horário escolar e da organização do quotidiano de cada criança e de cada família.Fazer a pasta é outra tarefa que não deve ser deixada para o dia seguinte. O estabelecimento da rotina de preparar os materiais de véspera é útil. Poupa a correria e as discussões no início do dia e evita o esquecimento de livros ou de outros objectos necessários.3. Grão a grão enche a galinha o papo. Refeição a refeição ganha o estudante a energia necessária.Todas as refeições são imprescindíveis para o bom funcionamento do organismo e para se conseguir estar atento nas aulas e ter rendimento no estudo. Há regras fundamentais, que muitas vezes os jovens não gostam de cumprir, mas das quais os pais não devem abdicar:- tomar sempre o pequeno-almoço;- merendar a meio da manhã e a meio da tarde;- almoçar "de garfo e faca" e não apenas sandes ou outro tipo de "fast-food".A definição de regras nem sempre é muito bem aceite pelos jovens. No entanto elas são necessárias, embora devam ser alvo de negociação e ter por base o bom senso. A sua aplicação deverá conduzir ao estabelecimento de rotinas. Estas pouparão esforço a pais e a filhos, e deixarão o caminho livre a interacções mais positivas entre uns e outros. A hora de levantar, por exemplo, poderá ser menos conturbada, se as rotinas de fazer a pasta de véspera e de deitar cedo estiverem instaladas.

FORMAÇÃO CÍVICA NAS ESCOLAS

Formação cívica nas escolas
Armanda Zenhas 2010-05-19
A intervenção de carácter punitivo ou com a forma de "sermão" não será a mais adequada a produzir mudanças e a modificar comportamentos. É importante que seja feito um trabalho de desenvolvimento de competências sociais...
O 6.º I entra na sala a correr. Os alunos dão encontrões uns aos outros, deitam livros ao chão, agridem-se, gritam. Até a turma acalmar, passam uns bons dez minutos de aula. No 8.º B, um grupo de alunos prega constantemente partidas de mau gosto a colegas escolhidos a dedo, que se sentem humilhados ou marginalizados, o tão falado bullying. Turmas como estas são a realidade quotidiana das escolas. Na resolução de todos estes problemas, ao director de turma (DT) cabe uma grande responsabilidade, acarretando um enorme consumo de tempo e de energia. Muito do seu tempo é também gasto em burocracias, como marcação de faltas aos alunos, recepção e análise das justificações, entrega de mensagens diversas para estes levarem para casa. Para estes fins, é indispensável haver um tempo previsto de encontro entre o DT e a turma/os alunos.Num momento em que se questiona a carga horária do 2.º e do 3.º ciclos do Ensino Básico e a existência das áreas curriculares não disciplinares, entre as quais a de Formação Cívica, faz todo o sentido reflectir sobre a pertinência da sua continuidade. Aquando da sua criação, a Formação Cívica era definida como o "espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação para a cidadania, visando o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, com recurso, nomeadamente, ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade." (Dec-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, art.º 5.º, ponto 3, alínea c). Por conseguinte, situações como as descritas acima encontram, nesta área, um espaço de eleição para serem trabalhadas e prevenidas novas ocorrências. É também o espaço de encontro entre o DT, que a lecciona, e os alunos, proporcionando o tempo (mesmo assim, frequentemente, escasso) para a resolução de tarefas burocráticas, como a justificação de faltas e o envio de mensagens para casa ou recepção de comprovativo de entrega das mesmas. Antes da existência da área não curricular de Formação Cívica, tal como ainda sucede no Ensino Secundário em que ela não existe, o DT precisava de "roubar" à sua disciplina o já insuficiente tempo para leccionar o programa, a fim de resolver com os alunos todos os problemas e tarefas relativos à direcção de turma, visto não haver qualquer espaço temporal comum para se encontrarem.Em cada turma, o conselho de turma pode ter um papel interventivo na definição de temas a tratar nas aulas de Formação Cívica, a partir da identificação dos principais problemas, da definição de prioridades e do estabelecimento de estratégias de intervenção. É essencial ainda que os professores, nas suas aulas, dêem continuidade ao trabalho feito na Formação Cívica.A intervenção de carácter punitivo ou com a forma de "sermão" não será a mais adequada a produzir mudanças e a modificar comportamentos. É importante que seja feito um trabalho de desenvolvimento de competências sociais, como, por exemplo: competências de comunicação (verbal e não verbal), de resolução de conflitos, de trabalho de grupo. É também fundamental que se procure desenvolver, nos alunos, a auto-estima, a autoconfiança, a assertividade e o sentido de responsabilidade.As actividades a utilizar devem envolver muito os alunos. Poderão ser jogos, debates, dramatizações, trabalhos de grupo. Eles devem sentir esta área, não como uma disciplina, mas como um espaço onde discutem e trabalham acerca de problemas e situações do seu quotidiano, onde aprendem a conhecer-se melhor e a relacionar-se melhor com os outros.